sábado, 30 de janeiro de 2021

É ou não uma cegueira ideológica?



Por Paulo Cursino 

Quem fez faculdade de propaganda e marketing conhece bem o case do Leite Moça no Brasil, um dos mais clássicos. Nos anos 20 do século passado, o leite condensado não era utilizado para fazer doces, era apenas uma fonte alternativa ao leite fresco. Bastava aquecer, dosar com água, que garantia o alimento da criançada. Pergunte a seus avós ou bisavós. Em uma época onde geladeira era artigo de luxo o leite condensado era o produto perfeito, pois era fácil de guardar e estocar por longos períodos. Com a popularização dos refrigeradores nos anos seguintes o leite condensado perdeu mercado e precisou encontrar outros nichos. Foi então que a Nestlé resolveu investir nos doces, cremes e bolos e recriou o produto, encontrando uma nova função e garantiu sua sobrevivência. 

Esta breve historinha vem bem a calhar hoje por conta da fake news mais estúpida plantada pelos detratores do atual governo. Porque, poucos sabem, mas até hoje Ministério da Defesa e Funai dependem de leite condensado pelos mesmos motivos. Em locais distantes, pouco acessíveis, não é viável o transporte e armazenamento de leite fresco, pois estraga rápido. Sim, mesmo depois de um século o Brasil ainda precisa de leite condensado pelos mesmos motivos de nossos avós. O desconhecimento da nossa elite pensante sobre história e geografia do próprio país é tão grande que a maioria acha que leite condensado só serve para fazer cajuzinho. Em outras palavras: a tua indignação com as compras de leite condensado do governo só não é maior do que a tua ignorância sobre o próprio país.

Neste momento estou apenas observando até onde vai esta ignorância e tentando ver quando a turma progressista de Projac, cartunistas engajados, e esquerdistas de Iphone em geral, sustentarão esta fake news com piadinhas e memes. Estou adorando ver a corda esticando. Já há os que se deram conta da burrada e bancam os cínicos. Mas ainda há os irremediáveis de sempre que realmente acreditam que Bolsonaro passou 15 milhões de leite condensado em pão francês e comeu no café da manhã. Já recebi até WhatsApp de tia com a explicação correta – o povo costuma ser mais esperto que muito formador de opinião nessas horas – e estamos presenciando apenas mais uma desmoralização para o já combalido jornalismo brasileiro. Nem falo mais nada, cansei. Todo mundo já sabe que é uma compra corriqueira normal do governo brasileiro feita desde sempre. Aliás, até o governo Dilma gastava mais do que isso. Basta procurar pra saber. Pesquise. Use o Google. Mas aí é que está: não procuram, não querem, esta turma não tem coragem de lidar com a verdade, porque estragaria a narrativa. As discussões na rede realmente viraram implicância de crianças em playground onde o que importa é a birrinha, não o fato. Jogam a mentira para ver se cola e pronto. Porque nada nisto faz sentido. 

Estão criticando as Forças Armadas e tudo o mais. Ora, quem serviu quartel – e eu servi – sabe que sempre rola um pudim de leite algum dia da semana em bandejões, não é algo anormal ou absurdo, até mesmo em outras repartições. Acho impressionante como as pessoas se indignam com coisas tão simples e óbvias. A elite que nunca comeu um sagu de escola municipal na hora do recreio não faz ideia de como o estado gasta com as pessoas. Sim, há doces. Sim, há leite. Sim, há até chicletes. Você pode até discordar de um item ou outro, vá lá, eu também discordo. Mas antes é preciso saber como a coisa funciona. Só intolerantes criticam o que desconhecem. Não é a indiscrepância do governo o que está sendo exposta, mas, mais uma vez, a sua completa ignorância de como funcionam as contas do estado, o governo, e o Brasil. Ontem um idiota útil chegou a postar aqui, em um post meu, uma ordem de compra, ou de licitação, sei lá, com o suposto preço de R$ 162 reais por caixinha tetra pak de 365g. Na verdade tratava-se do preço de DUAS CAIXAS com trinta latinhas ou caixinhas cada, uma mera marcação de sistema, até porque não faz sentido comprar apenas duas latas para uma unidade do exército ou quartel que seja. Acreditar no superfaturamento de apenas DUAS LATAS é algo tão idiota que se eu colocar num filme ninguém acreditaria. O cara não entende o básico do básico. Quando se superfatura algo, fatura-se com o todo, até para não dar na cara, qualquer um que acompanha política sabe isso. Se você acredita mesmo em DUAS latas superfaturadas, está passando recibo de iletrado, de quem não entende o que lê, ou não sabe pensar. Faturar apenas duas latas por mais de trezentos reais é burrice demais para qualquer governo, até mesmo para o atual. 

O fato é que a gritaria ganhou rede, já foi desmentida hoje por gente séria e agora, mesmo assim, mesmo ganhando ares de farsa, ninguém quer voltar atrás e assumir o mico do mico. Virou aquela "brincadeirinha!" de uma pessoa que fala uma merda a sério e depois tenta disfarçar na mesa. Desculpa, pessoal, mas todo mundo viu: você é um papagaio que apenas repete o que te ensinam a repetir. Todo mundo agora sabe que não é verdade, mas dane-se, o importante é tentar causar dano no Darth Vader no poder, ainda que seja com mentiras. "Ah, Cursino, isso faz parte do jogo político, deixa pra lá". Já deixei muita coisa passar, acreditem, porque cansa explicar o óbvio sempre. Porém, acho que sempre vale o toque: um ataque mentiroso como este pode dar até mais força para o governo que seus críticos tanto detestam. A sua desonestidade ao apoiar uma fake news joga contra qualquer discurso de mudança, sinto muito. Porque, supondo que o presidente seja realmente desonesto, responda depois de pensar um pouco: por que o povo trocaria um lado desonesto por outro? Na boa, vocês não estão mandando bem há muito tempo. Só o seu coleguinha de trabalho é que acha. Se quiserem mudar alguma coisa em 2022 comecem mudando a si mesmos. Nunca vá pela manchete, leia a notícia toda, e DUVIDE sempre. Faz bem para a cabeça e para todo mundo. A única certeza nisto tudo é que política é um troço tão nefasto que nem com leite condensado ela melhora. Sério, na boa: vá fazer um pudim que você fará mais pelo país do que vem fazendo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

ENSINAMENTO DO DIANÃO FIQUE IRADO [continuação]


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[...] Gostaria de voltar ao assunto das dívidas, baseado na minha experiência: a causa da dívida é a precipitação, a qual acaba forçando a situação. Haja o que houver, jamais se deve fazer isso, pois esta é a pior escolha.

Aquilo que é realizado, forçando-se a situação, poderá até mesmo resultar em um sucesso temporário. Contudo, em algum momento e infalivelmente, a pessoa acabará deparando-se com um inesperado obstáculo. Por essa razão, apesar de achar que a situação evoluiu rapidamente, terá que voltar ao ponto de partida e corrigi-la.

Exemplificando, a causa da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial se deu porque tudo era realizado irracionalmente.

Para começar, na ocasião em que a pessoa se precipita ou força a situação, sua mente perde a tranquilidade e, por isso, não surgem boas ideias. Nesse caso, ela não deve, de forma alguma, tentar fazer alguma coisa a todo custo. Só deve fazê-lo, depois de surgir uma boa ideia, isto é, após cuidadosa reflexão. Como dizem: "Pensar muito bem antes de agir e, quando agir, ser de forma decisiva".

Portanto, uma dívida poderá até ser contraída após minuciosa análise e em caso de certeza do seu pagamento e de sua absoluta necessidade. Assumindo a dívida, esta deve ser liquidada o quanto antes e jamais ser prorrogada.

De fato, saldar a dívida é, quase sempre, muito difícil. Se a dívida se prolongar por muito tempo, os juros aumentarão, e o sofrimento psicológico torna-se grande, o que leva à perda da paz de espírito, prejudicando o fluxo das boas ideias e a inteligência. Por conseguinte, não há como ter êxito no trabalho.

Existem dívidas ativas e passivas.

As ativas são para investir na expansão dos negócios e as passivas, para cobrir os prejuízos. Embora, muitas vezes, as ativas sejam inevitáveis, as passivas nunca devem ser contraídas. Se formos vítimas de prejuízos, devemos deixar de lado as falsas aparências e, reduzindo os gastos, esperar que surjam novas oportunidades.

Há, ainda, um ponto sobre o qual desejo chamar a atenção: evitar ser ganancioso. Como diz o provérbio: "Quem tudo quer, tudo perde". A causa de oito a nove entre dez perdas ou prejuízos está no excesso de ganância.

Frequentemente, deparamo-nos com pessoas que nos propõem o pretenso "negócio-da-china", mas devemos saber que, no mundo, é praticamente impossível ocorrer situações tão oportunas. Por esse motivo, devemos nos acautelar com esse tipo de negócio.

Geralmente, os empreendimentos que não se mostram muito atraentes em primeiro momento, são os que, ao contrário, oferecem melhores perspectivas a longo prazo.

A respeito disso, vou apresentar minha experiência.

Em determinada época, desejando saldar as dívidas o quanto antes e obter ainda mais fundos para impulsionar a obra religiosa, não entrava dinheiro algum. Assim sendo, resignei-me e entreguei tudo nas mãos de Deus, deixando de pensar em dinheiro.

Depois de proceder dessa forma, inesperadamente começaram a chegar às minhas mãos quantias além do esperado. Então, compreendi que as coisas do mundo não podem ser entendidas apenas com base na razão.

Meishu-Sama - Alicerce do Paraíso, vol. 4 [trechos]

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Os 100 anos de um homem exemplar Homenagem a Tio Fábio


    
Otávio Marques de Azevedo
Engenheiro

Nascido em Pedro Leopoldo, distrito de Matozinhos, pequena cidade do interior mineiro, distante 56 quilômetros da capital, Belo Horizonte, Fábio Mello de Azevedo se orgulhava de ter nascido no mesmo dia da fundação do município de Pedro Leopoldo, em 27/1/1924, portanto, sendo ele quatro anos mais velho do que a cidade de Pedro Leopoldo, terra da sua mãe, Maria Antonieta Mello de Azevedo. Também foi ali a terra de nascimento do grande brasileiro Chico Xavier, vizinho de casa e colega de escola do Paulo, irmão mais velho de Fábio. Sétimo filho do casal Francisco Azevedo e Marieta, como era conhecida sua mãe, a vida em Pedro Leopoldo teve fundamental importância na formação da personalidade expansiva que caracterizou Fábio por toda a vida. Correr solto pelas ruas com os inúmeros primos, pegar passarinhos, nadar na Cachoeira do Urubu, entre outras diversões e alegrias infantis, fez de Fábio uma pessoa aberta e comunicativa. Pedro Leopoldo sempre foi, durante toda sua vida, uma grande referência e ponto de retorno praticamente mensal.



Ainda menino, a família se mudou para Belo Horizonte, e ele, com 7 anos, foi iniciado pelos pais a participar mais direta e precocemente no processo de formação da renda familiar, passando a fazer entrega de leite nas casas de clientes do leite produzido na fazenda do pai, em Peri-Peri, Matozinhos. A vida nunca foi fácil financeiramente para a família de Francisco e Marieta Mello de Azevedo, mas, ainda assim, seus filhos estudaram e Fábio, como, dentista foi se colocando na vida. Fábio tinha como diversão, no Colégio Mineiro, a bola ao cesto, que lhe encantava muito mais do que os estudos. Dotado de especial pontaria com sua mão esquerda, Canhotinha de Ouro, como ficou conhecido, iniciou sua trajetória no basquete no Asa, ainda com 15 anos, e logo depois foi levado para o América pelo seu irmão Celso Mello de Azevedo, que 20 anos depois foi eleito o primeiro prefeito de Belo Horizonte nascido na capital.

Fábio, por sua vez, foi crescendo no basquete da cidade, do estado, do país e internacionalmente, chegando, em 1938, a ser comparado pelo Jornal dos Esportes de São Paulo como o Leonidas Branco. Já no lado sentimental, começou a namorar Lucília, sua futura esposa e companheira de vida. Na década de 1940, chegou à Seleção Brasileira de basquetebol e disputou inúmeros torneios e campeonatos, tendo se tornado, em 1942, campeão sul-americano de lances livres em Mendoza, na Argentina. Nessa década, também foi octacampeão mineiro de basquete pelo América. Grande ídolo do esporte mineiro, Fábio levava com orgulho, na alma, esses tempos inesquecíveis do esporte.

Na vida profissional, Fábio iniciou sua carreira como dentista em 1944, trabalhando no Sesi/MG, alocado na Fábrica Renascença Industrial de Tecidos, onde ficou nessa posição por 10 anos. Em 1946, instalou consultório particular no Centro de BH, para complementar a renda familiar, pois se casara com Lucília em setembro de 1945 e estavam se preparando para o primeiro filho, que nasceu em 10/8/1946. Renato chegou como chegam os anjos, pois no princípio se declaram diferentes dos demais e o desafio do casal é socializar o anjo, pois Renato nasceu com síndrome de Down. Fábio e Lucília entenderam o recado de Deus e tiveram outros oito filhos: Fábio, Ana Maria, Otávio, Beatriz, José Carlos, Bernadette e, para terminar e fechar a fábrica, como Fábio dizia, os gêmeos Pedro e Paulo.



A vida social de Fábio girava em torno das famílias Mello Azevedo, Barbosa Mello e Marques Silveira, tendo sido ele o primeiro a se casar com uma neta de José Cândido da Silveira, nossa mãe Lucília. Aos amigos, devotava tempo especial, seja na Gruta Metrópole, na companhia dos irmãos Cristhiano e José Bento Teixeira de Salles, na Fazenda das Perobas, do seu primo e amigo José Flávio, ou no Clube Campestre, junto aos irmãos, cunhados e dezenas de amigos.

A vida da nossa família foi, em todos aspectos, extraordinária. Muito alegre, contagiada pelo vulcão de alegria que caracterizava a personalidade de Fábio e as atitudes sempre calmas e amorosas da Lucília, sem nunca deixar que a indisciplina prosperasse. Tínhamos liberdade e tínhamos um lar que sempre nos atraía de volta de onde estivéssemos. A casa dos pais, avós e bisavós foi sempre a casa que, com a presença do anjo Renato, todos queriam estar, parentes e amigos também.

Renato e Beatriz partiram antes para preparar a chegada de Fábio, em 17/12/2010, e a de Lucília, em 13/6/2011.

A saudade é muito grande, mas a alegria de ter tido a presença de Fábio na nossa vida é reconfortante. Ontem, cantamos parabéns e marchamos cantando a Marcha do expedicionário, nos lembrando de papai.

Seus filhos.

Em 15 dias.




"Queridos irmãos da Terra. 

Que momento extraordinário passa esse planeta.

Em 15 dias todas as nações do mundo se ajoelham perante o invisível.

Nenhum dinheiro do mundo pode aplacar o medo que hoje habita os corações dos seres.

A capital mundial do dinheiro finalmente descobre que não é possível comer e respirar o ouro.

A cidade luz, mergulhada nas trevas.

A cidade Eterna parece condenada a encontrar seu fim.

Enquanto isso, o Planeta Terra, organismo vivo, aproveita a ausência do homem e se cura.

Rios estão ficando cristalinos. O ar está mais puro em todo mundo e as estrelas estão mais visíveis.

Tudo em 15 dias.

Enquanto a solidariedade se destaca em alguns, outros exacerbam seu egoismo, deixando evidente quem serão os futuros moradores da Terra regenerada.

E, que ironia, esse vírus abençoado parece não atacar animais.

O seu alvo é a raça humana.

Abençoado sim, pois nos foi ensinado que a dor é grande professora.

E quantas lições podem ser aprendidas com essa situação.

Sabemos que para o espírito na matéria é  difícil ver as coisas com os olhos da alma.

Mas creiam! O que acontece nesse momento é uma oportunidade única que outros Orbes não tiveram.

A guerra nuclear era o carma da raça humana. A auto destruição o seu destino.

Mas esse planeta tão amado por Jesus, recebeu a chance maravilhosa de ter um chamado diferente.

Em vez de se autodestruírem para aprenderem a fraternidade, se afastarão, para aprenderem na dor da solidão a importância do coletivo.

Sentirão na falta de contato humano, a importância de um abraço.

Os seus contatos virtuais não serão suficientes para aquecerem seus corações.

Dor, lágrima e sofrimento ainda serão sentido nos próximos meses.

Mas feliz daquele que entende esse momento sublime.

No mundo espiritual, seres elevadíssimos acompanham o momento com atenção e um amor infinito.

É finalmente chegada a hora.

A Terra amada não será mais a mesma.

Se pudessem ver o que vemos, veriam o espetáculo que está sendo a mudança vibratória do planeta.

Que força tem a oração!

Que força tem o pensamento!

Tudo em 15 dias.

O que não será possível quando esta vibração for perene?

E como é infinito o amor do Cristo!!!

Ele está em cada coração. Em cada oração. Em cada pensamento.

Como um pai que não abandona um filho.

Que Ser extraordinário, que um simples radio de seu olhar magnânimo seria capaz de ofuscar o próprio sol.

E esse Ser gigantesco olha para a Terra com piedade e amor.

Então, que motivo existe para ter medo?

O momento é de esperança!

O momento é de mudança!

Mudança para uma nova Era.

E também é chegada a hora de espalhar esperança.

Aqueles que têm consciência do atual momento, têm a enorme missão de levar esperança aos corações sofredores.

Quando todos estiverem com medo da morte, sejam a luz que mostra a vida eterna.

Lembrem-se dos primeiros cristãos.

Que aguardando o martírio, cantavam e louvavam o Senhor.

E enquanto os tiramos de Roma os transformavam em tochas humanas, Jesus os transformavam em tochas do espírito, que iluminavam as trevas do medo e da ignorância.

O momento atual é de igual grandeza.

Sejam semeadores da esperança.

Bem aventurados os que entenderem e aproveitarem esse momento, pois quando tudo passar, serão bem vindos a um planeta regenerado".


Mensagem psicografada
Médium e  Espirito desconhecido
até momento

RELIGIÃO -LOJA DE DEPARTAMENTOS


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Para entender mais facilmente o que é a nossa religião, vou compará-la a uma loja de departamentos. Esta comparação não é a mais apropriada para uma religião, mas considero-a a que melhor se adequa à natureza de nosso trabalho. Eis os motivos:

Sempre afirmo que o cristianismo, o xintoísmo, o budismo, o confucionismo, a filosofia, a ciência, a arte, enfim, todos os campos do conhecimento, estão presentes em nossa religião. Dedicamos especial atenção à doença e à saúde, que são do campo da ciência, e também à agricultura, às artes e a outras áreas com enfoque diferenciado.

Como seu nome bem expressa, nossa religião tem por objetivo empreender a grandiosa obra de salvação e, por isso, deve salvar a tudo e a todos. Para tal, é preciso apontar as falhas existentes nos setores relacionados à vida do ser humano indicando-lhe o mais elevado direcionamento.

Realmente, o progresso da cultura contemporânea é incrível. Entretanto, é igualmente inacreditável o número de falhas apresentadas por ela.

Uma vez que as superficiais são visíveis, a própria sociedade consegue constatá-las; contudo, as profundas são mais difíceis de perceber e, por essa razão, só podem ser corrigidas se desveladas pela Luz de Deus.

Por esse motivo, estamos dissecando e mostrando a realidade de todos os setores da cultura atual e planejando o estabelecimento de um mundo melhor. Somente dessa forma poderemos alimentar esperanças quanto ao advento de uma era de cultura paradisíaca.

Eis, em breves palavras, o sentido de religião "Loja de Departamentos".

Meishu-Sama - Alicerce do Paraíso, vol. 1

ENSINAMENTO DO DIAO SÉCULO XXI



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Acordei às seis horas da manhã, ao som de uma música bem baixinha, que parecia sair do travesseiro. Ela foi ficando cada vez mais alta, e, como eu não conseguia dormir, levantei-me. "Que interessante! Um despertador inserido no travesseiro!" - pensei. Lavei o rosto e tomei a refeição matinal, uma mescla de pratos japoneses e ocidentais: sopa de “misso”, pão de arroz, um pouco de peixe e carne, verdura, café, chá verde etc.

Em seguida, fui ler o jornal e vi algo muito interessante. Na primeira página, havia, em destaque, um artigo sobre a campanha eleitoral do Presidente Mundial. O dia da eleição estava próximo.

Publicavam-se os nomes e as fotos dos candidatos de diversos países: Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Japão, União Soviética (cujo nome era outro) e países da Indochina e da América do Sul. Estava escrito que, ao que tudo indica, o candidato dos Estados Unidos ficaria em primeiro lugar.

Na página três, deparei com algo inesperado: quase não existiam matérias sobre crimes. Dava-se grande destaque às diversões: uma profusão de artigos versava sobre esportes, turismo, música, belas-artes, teatro, cinema e outras artes. A edição estava muito bem elaborada. Os artigos não eram prolixos, nem entediantes, como se dava nos jornais do passado, mas redigidos numa linguagem clara e concisa, restringindo-se ao necessário. Assim, gastava-se pouco tempo na leitura; percebia-se que havia cuidado para não cansar o leitor.

Outra nota diferente em relação aos tempos antigos, era a quantidade de fotos: cinquenta por cento de artigos e cinquenta por cento de fotos. A página de anúncios e classificados também era muito diferente. Não havia nenhuma propaganda de remédios, e a de cosméticos era mínima. O que havia em abundância era propaganda de livros e artigos relacionados às vestimentas, alimentação, moradia, maquinaria, lançamentos de novas invenções etc. Da mesma forma, a parte escrita apresentava-se reduzida e com muitas fotos.

Por essa razão, eu li todo o jornal em aproximadamente quinze minutos. Terminei a leitura agradavelmente. E não era para menos, pois a janela era ampla e a sala estava bem clara. Não havia nenhuma instalação de segurança: explicaram-me que assaltantes e ladrões eram histórias do passado. Por conseguinte, achei que, de fato, aquele era um mundo maravilhoso.

Peguei o carro e saí. Estava muito bem vestido e fiquei surpreso com a beleza da cidade. Parecia um jardim florido. Engraçado é que, além dos automóveis, não se via nenhum outro tipo de condução, o que não era de se admirar, pois os trens trafegavam pelo subsolo; as ruas eram só para os automóveis. Além disso, estes eram silenciosos.

Achando estranho, olhei bem e notei que a rua parecia estar coberta com cortiça. Observando melhor, percebi tratar-se de um material elástico e bastante macio, que parecia ter sido preparado com uma mistura de borracha e serragem. Não havia como ocorrer poluição sonora, porque, além desse piso especial e dos pneus de borracha, havia dispositivos especiais em volta das janelas e outras partes, para isolamento acústico. Além do mais, se chovia, a água se infiltrava rapidamente no chão e, por conseguinte, não se formavam poças.

A força motora que movimentava os carros era gerada por um minério do tamanho da ponta de um dedo. Algo realmente extraordinário, porque conseguia fazer com que um carro percorresse várias dezenas de milhas. Esse minério assemelhava-se ao urânio e ao plutônio, cuja aplicação se baseava no princípio da desintegração do átomo.

Assim que entrei no carro, percebi que não havia motorista. Nem era preciso, pois bastava o passageiro segurar uma barra com uma das mãos para o carro movimentar-se. É claro, porém, que algumas pessoas se davam o luxo de ter motorista. [...]

Meishu-Sama - Luz do Oriente, vol. 1 [trechos]

Lugar Deserto

A exortação de Jesus aos seus companheiros reverte-se de singular importância para os discípulos do Evangelho em todos os tempos.

Indispensável se torna aprender o caminho do lugar a parte em que o Mestre aguarda os aprendizes para o repouso construtivo em seu amor.

No precioso símbolo, temos o santuário íntimo do coração sequiso de luz divina.