domingo, 19 de junho de 2022

Porquê Agradecer Três Vezes?


1. Primeiro porque a Gratidão é a maior expressão do amor, é a grande multiplicadora da vida e porque é um verdadeiro plano de saúde.
2. Segundo porque o número 3 representa algo que se vê como um Todo... por exemplo:
- No holístico um Ser Integral é: corpo, mente e espírito.
- Dimensões do tempo são 3: passado, presente, futuro.
- Os estados da água são 3: sólido, líquido e gasoso.
- O Universo tem 3 planos de manifestação: físico, mental e etérico.
Então quando eu digo, eu penso ou escrevo 3 vezes GRATIDÃO eu faço isto:
GRATIDÃO por tudo que eu sou.
GRATIDÃO por tudo que tenho.
GRATIDÃO por tudo de bom que agora flui para mim.
Gratidão , Gratidão , Gratidão 🙏

Conhece Policena, a achadeira?

Vocês conhecem a santinha Policena? Ela entrou recentemente para o rol de santos da família e desbancou Santo Antônio para achar coisas. Ela foi descoberta numa das caminhadas da família Soares no Caminho da Fé. Encontraram uma ala de santos negros e lá estava ela, a Policena. Do lado, a oração: "Nas profundezas do escondido. Policena mostra a luz. Policena acha..... Policena de Jesus." A partir daí, ela foi adotada pela família e é uma achadeira de primeira. Meu primo Tom Figueiredo, pouco antes de morrer perdeu todos os documentos no Carmo. Depois de cancelar cartões e etc, foi convidado pela Tata, minha irmã, a rezar para Policena. E a oração aconteceu na esquina da Rua Dr. Monte Razo, em frente a casa dela. Passado um tempo, um taxista passou e disse, ei, você é jornalista? Tô desde ontem te procurando, perdeu uma carteira? Olha, eu não costumo fazer este caminho, agora sei porque virei aqui. A partir daí, Tom se encantou por Policena e escreveu até um artigo sobre isto. Ele, um ateu convicto, pouco antes de partir, teve contato com o mistério.

A partir daí, passamos a pesquisar. Quem foi Policena Barbosa? Descobrimos em um  livro de Pedro Nava, Galo das Trevas, trechos em que dizia que era uma escrava e que achava tudo e perguntava, quando eu morrer, como é que vocês vão fazer? Não se  preocupem, vou continuar achando. Não foi bem com essas palavras, vou mandar o link onde encontrei o trecho com a fala própria da Policena. Ele leva lá.
Detalhe,ela  era de Belo Horizonte. 

Fotos

Rua Padre João em Cordisburgo (MG) - 1958
Fazenda Saco dos Cochos (MG) - 1958
Sede da fazenda Saco dos Cochos (MG) - 1958

Mais fotos

História

Cordisburgo
Minas Gerais - MG

Histórico

Foram os bandeirantes os desbravadores dos sertões da região calcária das Sete Lagoas onde está localizado o Município de Cordisburgo. Posteriormente, pequenos fazendeiros se apossaram de terras hoje pertencentes ao território municipal. Mas foi o Padre João de Santo Antônio, em meados de 1883, chegando na região conhecida como Sesmaria Empoeiras (algumas fontes citam o nome Arraial do Saco dos Cochos), que no cumprimento de seus deveres de Pastor, e no afã de bem e religiosamente cumprir os seus deveres, deixou o Colégio Macaúbas, no Município de Santa Luzia do Rio das Velhas, atualmente Santa Luzia, empreendendo viagem ao longo do sertão mineiro devido às condições favoráveis, deliberou fundar ali uma povoação.
Aportando à região, onde hoje se acha a cidade de Cordisburgo, o Padre João de Santo Antônio ficou seduzido pelo belíssimo panorama que lhe foi descortinado das montanhas, de onde se avistavam enormes campinas verdejantes e largos lençóis de relva, clima agradabilíssimo e pela pureza das águas de seus Ribeirões, o Padre logo passou a denominar a região de ' Vista alegre'.
Todavia, um outro fator, bem mais poderoso, fê-lo resolver a fixar, definitivamente, sua residência naquelas paragens - a honradez dos homens que ali habitavam, jamais fugindo à palavra empenhada.
E não foi difícil a concretização de tudo o que lhe foi possível idealizar durante a sua permanência naquela localidade. Padre João necessitava de uma área para fundar uma povoação e, aquela que escolhera estava em litígio. Foi aí, que resolveu apelar para Dona Policena Mascarenhas, senhora de grandes posses, que enviou seu filho Bernardo Mascarenhas, para arrematar aquela área pretendida, de 40 alqueires de terras, que hoje representa, também, o perímetro urbano da Cidade, que estavam em litígio, prestes a cair em mãos de autoridades, transferindo-as, em escritura pública, ao sacerdote. Este, em 21 de agosto 1883, iniciava a formação do Arraial de Vista Alegre, com a edificação da Capela dedicada ao Patriarca São José, cujo levantamento dos esteios teve início no dia 14 de fevereiro de 1884, e sua conclusão a 23 de junho desde mesmo ano.
Aos 14 de setembro de 1884, acompanhado do Padre Pedro Corrêa Ferreira Rabelo, e de habitantes das redondezas de Vista Alegre, foi conduzida de Taboleiro Grande (hoje Município de Paraopeba), a imagem do Patriarca São José para a nova povoação.
Na mesma época, o Padre João mandou vir da França, uma imagem do Sacratíssimo Coração de Jesus. Quando chegou, uma procissão foi buscá la em Gongo-Sôco e assim nascia a idéia de construir um Templo para acolhe-la.
Cresceu o lugarejo e em 27-04-1885, dava-se início à construção da Igreja do Sagrado Coração de Jesus.
Aos 12 de maio de 1894, há quem diga que foi dia 20, com o término do douramento da Igreja do Sacratíssimo Coração de Jesus, deu-se por concluída a construção desse templo.
Nesse dia, houve uma benção na igreja e o Padre João trouxe, em procissão, a Imagem do Padroeiro, que tinha vindo de Paris e aguardava, na Capela do Patriarca São José, o término da construção de seu Templo.
Em 18 de outubro de 1895, o Padre João doou à Diocese de Diamantina uma área de terra, compreendida a Povoação de Cordisburgo da Vista Alegre e seus arredores.
Sentindo se alquebrado, recolheu-se novamente à Comunidade de Macaúbas, fazendo doar, à Igreja Sagrado Coração de Jesus, tudo aquilo que pôde adquirir no decurso de 12 meses. Alí faleceu, em 15-09-1913, como um Santo, Padre João de Santo Antônio, a quem Cordisburgo rende um culto de respeito e gratidão.
Devido a precária condição física, a matriz foi demolida, e sua reconstrução foi finalizada em 24 de junho de 1960.
A evolução de Vista Alegre foi se acentuando sendo em 1890, o Arraial de Coração de Jesus da Vista Alegre, elevado a distrito, mudando na ocasião, para Cordisburgo da Vista Alegre. Em 1923 o nome foi mudado para Cordisburgo.
O topônimo, Cordisburgo - Cordis = do coração + Burgo = aldeia, cidade - cidade do coração, foi homenagem ao Padroeiro da comunidade, Sagrado Coração de Jesus.

Gentílico: cordisburguense

Formação Administrativa

Distrito criado com sede na povoação de Coração de Jesus da Vista Alegre e a denominação de Cordisburgo da Vista Alegre, por Decreto Estadual nº 99, de 9 de junho de 1890, confirmado por Lei Estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891; transferido do Município de Sete Lagoas.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920, no quadro fixado pela Lei Estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923 e na divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito denominado Cordisburgo figura no Município de Paraopeba - Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao decreto-lei Estadual nº 88, de 30 de março de 1938.
Pelo decreto-lei Estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, foi criado o Município de Cordisburgo com o Distrito de Cordisburgo desmembrado do Município de Paraopeba, e os de Lagoa e Traíras, desmembrados do Município de Curvelo.
Em 1939-1943, o Município de Cordisburgo é composto dos Distritos de Cordisburgo, Lagoa e Traíras - e pertence ao Termo e Comarca de Sete Lagoas.
Em virtude do decreto-lei Estadual nº 1058, de 31 de dezembro de 1943 que fixou o quadro territorial para vigorar no qüinqüênio 1944-1948, o Município de Cordisburgo ficou composto dos Distritos de Cordisburgo, Lagoa Bonita (antiga Lagoa) e Pirapama (antigo Traíras), e continua a pertencer ao Têrmo e comarca de Sete Lagoas.
De acordo com a Divisão Territorial aprovada pela Lei Estadual de nº 1.039, de 12/12/1953, para vigorar no quinquênio 1954-1958, o Município figura com 02 Distritos: Cordisburgo e Lagoa Bonita.
Pela Lei Estadual nº 336, de 27/12/1948, desmembra do Município de Cordisburgo o Distrito de Pirapama. Elevado á categoria de Município de Santana de Pirapama.
Em divisão territorial datada de 01/07/1960, o Município é constituído de 2 Distritos: Cordisburgo e Lagoa Bonita.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte

Ferreira, Vasco. Livro Andanças I; Jornal Sete Dias de 29/08 a 4/09 de 2003 - página 6; Jornal Hoje - Jornal da Cidade - 22/05/1996; Folder sobre a XIII Semana Roseana de 25/06 a 01/07/2001; Folder sobre Museu Guimarães Rosa; Encarte Especial da 14ª Semana Roseana; Cordisburgo Pequeno Histórico; C ópia da ata da sessão solene inaugural do Quadro Territorial da República, no quinquênio de 1939-1943, realizada na cidade Cordisburgo-MG, em 01/01/1939;
Prefeitura Municipal; Jornal do Poder Legislativo - Agosto de 2002 - nº 01; Site oficial de Cordisburgo; www.ufmg.br/congrext/Meio/Meio47.pdf;
biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/minasgerais/cordisburgo.pdf; pt.wikipedia.org/wiki/Cordisburgo; Informações Básicas Anuais / IBGE - 1968 a 1973; Monografia Municipal/IBGE.

domingo, 12 de junho de 2022

Se houver uma camisa Preta e Branca…, por Roberto Drummond

‘Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade,o atleticano torce contra o vento. Ah, o que é ser atleticano? É uma doença? Doidivana paixão? Uma religião pagã? Bênção dos céus? É a sorte grande? O primeiro e único mandamento do atleticano é ser fiel e amar o Galo sobre todas as coisas. Daí, que a bandeira atleticana cheira a tudo neste mundo.

Cheira ao suor da mulher amada.
Cheira a lágrimas.
Cheira a grito de gol
Cheira a dor.
Cheira a festa e a alegria.
Cheira até mesmo perfume francês.
Só não cheira a naftalina, pois nunca conhece o fundo do baú, trêmula ao vento.

A gente muda de tudo na vida. Muda de cidade. Muda de roupa. Muda de partido político. Muda de religião. Muda de costumes. Até de amor a gente muda. A gente só não muda de time, quando ele é uma tatuagem com a iniciais C.A.M., gravada no coração.É um amor cego e têm a cegueira da paixão.

Já vi o atleticano agir diante do clube amado com o desespero e a fúria dos apaixonados. Já vi atleticano rasgar a carteira de sócio do clube e jurar: Nunca mais torço pelo Galo. Já vi atleticano falar assim, mas, logo em seguida, eu o vi catar os pedaços da carteira rasgada e colar, como os amantes fazer com o retrato da amada.

Que mistério tem o Atlético que, às vezes, parece que ele é gente? Que a gente associa às pessoas da família (pai, mãe, irmão, tio, prima)? Que a gente o confunde com a alegria que vem da mulher amada?
Que mistério tem o Atlético que a gente confunde com uma religião?
Que a gente sente vontade de rezar “Ave Atlético, cheio de graça?”
Que a gente o invoca como só invoca um santo de fé? Que mistério tem o Atlético que, à simples presença de sua camisa branca e preta, um milagre se opera?Que tudo se transfigura num mar branco e preto?

Ser atleticano é um querer bem. É uma ideologia. Não me perguntem se eu sou de esquerda ou de direita. Acima de tudo, sou atleticano e, nesse amor, pertenço ao maior partido político que existe:
O Partido do Clube Atlético Mineiro, o PCAM, onde cabem homens, mulheres, jovens, crianças. Diante do Atlético todos são iguais: o bancário pode tanto quanto o banqueiro, o operário vale tanto quanto o industrial. Toda manhã, quando acordo, eu rezo: Obrigado, Senhor, por me ter dado a sorte de torcer pelo Atlético.’

O professor do futuro – Gabriel Perissé

    “Para ensinarmos um aluno a inventar precisamos mostrar-lhe que  ele  já
possui a capacidade de descobrir”  (palavras  do  filósofo-poeta  Gaston
Bachelard).
    O professor, como os artistas, provoca o amor pelo conhecimento,  um
amor que já existia em nós, mas estava adormecido.
    O professor, como os profetas, desencadeia um processo de descoberta
pessoal que, por sua vez, ativa nosso poder criador.
    Desencadear é retirar o cadeado.
    O professor liberta seu aluno. E os melhores alunos largam  as  mãos
do mestre, depois de descobrir sua  capacidade  de  andar  sozinhos,  de
correr sozinhos, de voar mais alto.
    Muitos estudantes andam presos, e por isso deixam  de  andar.  Estão
paralisados pelo  medo,  pela  falta  de  horizontes.  Estão  perplexos,
olhando sem ver, ouvindo sem  escutar,  falando  sem  dizer,  lendo  sem
entender, escrevendo sem pensar.
    Muitos estudantes estão na  cadeia  do  desânimo,  não  sabem  abrir
caminhos com a força dos seus passos.
    Muitos estudantes são vítimas de uma reação em cadeia. Não agem,  só
reagem. Mal se defendem do mal. Passam de ano  sem  passar.  Passam  sem
pensar. São passados para trás. Sem saber por quê, e  por  quem.  Passam
mas não ficam. Ou passam e continuam presos ao passado.
    O professor do futuro (e do sempre) deve ensinar, no presente, não o
método que passa (e até faz passar…), mas a alma que permanece.
    Deve ensinar,  não  a  única  resposta  certa  em  meio  à  múltipla
desescolha, mas a capacidade de cometer erros criativos, de ver  que  um
fracasso, didaticamente, vale mil sucessos.
    Ensinar, não a opção  correta, a única porteira pela  qual  a  boiada
passa, de cabeça baixa, para o matadouro, mas  a  coragem  de  pular  no
escuro (se for preciso), e com os olhos abertos.
    Transmitir, não o conhecimento mastigado, a ração, mas despertar  no
aluno a vontade de mastigar por conta  própria,  de  usar  a  razão,  de
saborear conhecimentos tradicionais e inéditos.
    O professor do futuro ensina, não o caminho das pedras, mas  o  amor
às pedras que existem em todos os caminhos.
    O verdadeiro professor é um inspirador.
    Suas aulas são poéticas, proféticas.
    Não hipnotizam, acordam. Não cansam, desafiam. Não anestesiam, fazem
refletir.
    O professor inspira confiança, inspira o desejo de chegarmos  a  ser
deuses.
   O professor do futuro torna o futuro mais real que a banal ilusão…
desilusão que alguns chamam de realidade.

sobre o amor

Poemas de Clarice Lispector
Outra maravilhosa escritora foi Clarice Lispector, que na realidade era uma escritora ucraniana que se naturalizou brasileira.

Seu nome era Chaya Pinkhasovna Lispector, nasceu 10 de dezembro de 1920, e é considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século XX!

Autora de diversos poemas e contos, até hoje ela inspira com suas frases elaboradas e seus posicionamentos fortes:

“Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.” 

“A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.” 

“Corro perigo
Como toda pessoa que vive
E a única coisa que me espera
É exatamente o inesperado”

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Amanhecer - Taiguara

"E que as crianças cantem livres sobre os muros
E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
E que o passado abra os presentes pro futuro
Que não dormiu e preparou o amanhecer…” (Taiguara).

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Seu nome é Jesus CristoPe. André Luna


Seu nome é Jesus Cristo e passa fome
E grita pela boca dos famintos
E a gente quando vê passa adiante
Às vezes pra chegar depressa a igreja

Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa
E dorme pelas beiras das calçadas
E a gente quando vê aperta o passo
E diz que ele dormiu embreagado

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos (2x)

Seu nome é Jesus Cristo e é analfabeto
E vive mendigando um subemprego
E a gente quando vê, diz: é um à toa
Melhor que trabalhasse e não pedisse

Seu nome é Jesus Cristo e está banido
Das rodas sociais e das igrejas
Porque d'Ele fizeram um Rei potente
Enquanto Ele vive como um pobre

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos (2x)

Seu nome é Jesus Cristo e está doente
E vive atrás das grades da cadeia
E nós tão raramente vamos vê-lo
Sabemos que ele é um marginal

Seu nome é Jesus Cristo e anda sedento
Por um mundo de Amor e de Justiça
Mas logo que contesta pela Paz
A ordem o obriga a ser de guerra

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos (2x)

Seu nome é Jesus Cristo e é defamado
E vive nos imundos meretrícios
Mas muitos o expulsam da cidade
Com medo de estender a mão a ele

Seu nome é Jesus Cristo e é todo homem
E vive neste mundo ou quer viver
Pois pra Ele não existem mais fronteiras
Só quer fazer de todos nós irmãos

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos (2x)



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