segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Reflexões sobre a pandemia – Covid 19Psicologia Viva Psicologia Viva




Quais janelas foram fechadas e quais janelas estão abertas ou podemos abrir?
Isolamento social é necessário! E por isso estamos impedidos de circular, aglomerar, abraçar, beijar, pegar no colo, visitar, encontrar pessoalmente, etc. Somos seres de contato, do convívio pessoal. Nós seres humanos, somos seres grupais!

E neste momento, uma de nossas principais características encontra-se suspensa, em stand by, fazendo-nos repensar quem somos. Afinal, o que está acontecendo? Por que está acontecendo? Para onde tudo isso nos levará? Quanto tempo isso irá durar? E tantas outras perguntas.

Já sabemos que ninguém está imune ao coronavírus, mas que alguns grupos serão mais vulneráveis a ele, podendo levar a consequências fatais. A forma de nos defendermos passou a ser um exercício coletivo de proteção. Estamos todos sendo instruídos a nos unirmos para melhor enfrentarmos o vírus, fazê-lo circular o mínimo possível até que surjam formas efetivas de eliminá-lo, como vacina e medicamentos.

Com isso em mente, proteger a nós mesmos passou a ser proteger o outro. Os cuidados são inúmeros, a ponto de ficarmos perdidos nesse “novo normal”. Pois, em geral, nosso processo de aprendizagem parte da busca de registros já existentes, porém na atual situação, esse método não está sendo muito eficaz, já que nunca vivemos nada parecido e estamos tendo que adaptar toda uma realidade de forma extremamente rápida.

As pandemias se caracterizam pelo caos social e mudanças de comportamento, e no caso da Covid-19, a rápida disseminação de informações sem discriminação do que é verdadeiro e factível, daquilo que é falso ou não comprovado cientificamente, vem de todos os lados e fontes. Com isso podemos dizer que estamos rodeados de informações místicas, religiosas e também científicas.

Todos tentando encontrar uma explicação que determine “nossa salvação” ou ainda alguém ou algo que assuma aquela posição tão conhecida das crianças, de encarregar uma autoridade – como os pais – para darem conta. Na vida adulta tendemos a repetir essa busca, mas hoje está difícil que esse papel seja ocupado. Nosso desejo seria que a ciência pudesse ocupar esse papel de autoridade, porém nem mesmo ela está sendo tão efetiva e rápida como estamos desejando. O fato é que percebemos que um vírus pode ser maior do que nós, apesar de seu tamanho microscópico.

Temos aprendido durante o processo, e conjuntamente com os cientistas. Suas tentativas estão acontecendo mundo afora e, enquanto isso, estamos seguindo algumas novas normas de convívio e higiene, buscando minimizar os efeitos e perdas. Perdas não só de entes queridos e conhecidos, mas perdas em geral, de espaço, de tempo, de planos e de certezas.

Como devemos nos posicionar diante do momento atual? Qual nossa parte? 
Temos que pensar e nos reprogramar, olhar e buscar a garantia de conquistas fundamentais. Algo como encontrar novos significados, reconfigurar parâmetros, redefinir metas e aprender novas formas de convivência. 

O tempo passou a ser, aparentemente, algo a ser reconsiderado a partir de agora. Teremos que buscar através da criatividade outras formas de configurá-lo. Algo novo, respostas novas! Parece fácil, não é? Mas só parece!

Mudar, readaptar-se à situação exige alternativas, e muitas vezes não queremos a mudança, queremos voltar ao jeito anterior. Se existe algo que já aprendemos com tudo isso, além de que precisamos contar uns com os outros, é que não voltaremos para o mesmo lugar. Talvez isso gere desconforto, porém também estamos nos dando conta que tudo isso poderá nos levar a um lugar melhor. Querendo ou não, as mudanças estão acontecendo!

Dizem que o planeta está melhor. Que nosso afastamento tem gerado frutos importantes na vida dos outros seres que aqui habitam. Mares, rios, florestas, animais, ar, todos estão demonstrando aspectos positivos. Ganhos nossos indiretos, pelo simples fato de nos afastarmos! 

Os artistas que tão bem encontram alternativa para sublimar conflitos estão, a partir de suas casas, entrando nas nossas, para nos proporcionar espetáculos nunca vividos antes. Outros têm levado sua arte em caminhões que cruzam as ruas desertas e enchem as varandas e janelas de espectadores. As pessoas passaram a se relacionar de suas sacadas, ou fazem reuniões virtuais, encontrando assim possibilidades de reencontros. Todos encontrando um jeito de se reinventar, de casa!

Trabalhos voluntários estão fazendo chegar àqueles que tinham pouco ou nenhum acesso, alimento, vestuário, atendimento médico, psicológico. Nós mesmas, estamos participando de atendimentos voluntários, na modalidade remota. 

As famílias estão convivendo, como muitas vezes não tinham oportunidade de fazer, e descobrindo que nem sempre é fácil estar junto no mesmo ambiente por tanto tempo. Pais e mães estão tendo que agregar trabalhos home office, com aulas online dos filhos, brincadeiras, afazeres domésticos; tudo ao mesmo tempo e em um mesmo espaço. Outras famílias estão se unindo para encontrar formas de suprir o desemprego com alguma atividade extra. E, junto a tudo isso, todos administrando as dificuldades oriundas dos relacionamentos, naturais do convívio. 

Estamos nos reservando a falar sobre os problemas mais comuns, mas temos ainda problemas extremos, aqueles que deflagram a violência doméstica, o aumento da ingestão de álcool e drogas ― problemas que se intensificaram com o isolamento. E as redes sociais que estão à disposição para nos ajudar a suprir parte importante das perdas, estão também colocando nossas crianças diante de mais riscos. 

Enfim, há um grande exercício de tolerância e esforço de todos. Nossa consciência deve estar atenta, pois somente ficar em casa não nos garante cuidados absolutos! Nunca estivemos tão próximos e empenhados numa tarefa conjunta. Contamos com a solidariedade e a praticamos.

Atentemos aos avós que antes eram, além de figuras amorosas, também muito úteis como “braços” na ajuda de dar conta das necessidades dos netos. Hoje estão resguardados em suas casas, recebendo visitas virtuais. E os que moram sozinhos, talvez nunca tenham estado nas chamadas online, como atualmente. 

E seguimos pensando no tempo! Quanto tempo? Como ocupá-lo, como organizá-lo?
Cada um terá que descobrir, mas isso nos fez lembrar do filme Feitiço do Tempo (1993), no qual o personagem principal acorda sempre no mesmo dia. No início resistiu a acreditar, irritou-se muito, brigou com todos e principalmente com ele mesmo, até que resolveu aproveitar para fazer algo diferente e desta forma, algum tempo depois acordou no dia seguinte. 

Esse simbolismo pode ser a mensagem central: “O que podemos fazer enquanto não acordamos no dia seguinte?”, ou ainda: “O que podemos fazer para conseguirmos acordar no dia seguinte?”.

Apesar desta pergunta estar clara agora, podemos dizer que algumas citações acima demonstram que já começamos a aproveitar estes novos tempos. Afinal, estamos quebrando alguns tabus e como tal sempre se abrem muitas perguntas. Algumas respostas somente virão com o tempo, a partir de muito estudo, investigação e reflexão.

Entretanto, acreditamos que a saúde mental poderá contribuir muito para este “acordar”. Um dos aspectos para este enfrentamento necessitará da condição mental de cada um. Momentos de crise como este, onde muitas emoções se acumulam, fica mais complicado lidarmos sozinhos. Os adultos estão mais aparelhados para administrarem tais momentos, porém muitos precisam dar conta de seus filhos, que por sua vez necessitam de um ambiente acolhedor.

Para tanto, esses adultos precisam estar bem. Todos estamos expostos às consequências do que estamos vivendo. Afinal, estamos diante da consciência de uma finitude possível e de ameaças reais, com isso temos que lidar com medos, ansiedades, preocupações e incertezas, nossas e de outros. As emoções estão em estado de ebulição, novos pensares, novas constatações vão ocupando ou se juntando a espaços antigos.

Sabemos que estamos vivendo algo comum a todos e podemos comprovar à medida que olhamos de longe, porque ao olharmos de perto veremos que a intensidade e o sentir desse novo momento podem ser distintos. Os barcos são vários, apresentam diferentes tamanhos, velocidades etc., mas com certeza estamos todos na mesma tempestade!

Para tanto, nós profissionais da Psicologia, que também estamos juntos vivendo essa pandemia, precisamos igualmente nos reinventar e nos adaptar para podermos continuar ajudando os nossos pacientes e seus familiares. Nossas consultas presenciais, tão conhecidas por todos, nesse momento, não estão recomendadas, e, portanto, nossa atividade profissional está acontecendo através da modalidade online.

Modalidade esta que não é novidade, a própria Psicologia Viva está aí para comprovar o dito e também a necessidade. No entanto, o momento atual abre e amplia este formato: podemos dizer que estamos chegando mais longe, na casa de muitos.

Juntos chegaremos num lugar novo, aliás ele está aí, teremos baixas, teremos desacomodações, teremos descobertas e precisaremos uns dos outros. As crianças, que muito mais futuro têm pela frente, precisam ser cuidadas e acompanhadas nessas vivências, para poderem entender, segundo sua linguagem, o que estamos passando. Sem muita exposição às angústias, mas sem negações. Pois serão elas as que no futuro terão que ser capazes de lidar com o novo. Algo dos registros que estamos fazendo será importante para que as gerações seguintes estejam habilitadas a enfrentar os novos momentos que virão. 

Como civilização, teremos que estar conscientes do nosso tamanho, nosso papel, nossas capacidades como habitantes de um espaço onde outros também habitam. Além desta percepção também saberemos que juntos somos mais fortes e que pensar no próximo é também a garantia de ter um lugar no pensamento do outro. 

Serve lembrar que conforto, aconchego, colo, carinho, abraço seguem sendo “alimentos” fundamentais da alma, sejam eles físicos ou virtuais.

Por isso, cuidar da nossa saúde e da dos demais é cuidar do corpo e da mente, eles são elementos de um ser!

Então, quais janelas estão abertas e quais novas janelas podemos abrir? Como vamos acordar no dia seguinte? Vamos pensar juntos.

Autoras do artigo:
Andréa Etzberger, CRP 07/03426 – Psicóloga clínica. Link para o perfil: https://blog.psicologiaviva.com.br/psicologos/andreaetzberger

Laura Verissimo, CRP 07/03284 – Psicóloga clínica. Link para o perfil: https://blog.psicologiaviva.com.br/psicologos/lauraverissimo

Reflexão


1. A ÁRVORE DOS PROBLEMAS

 Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.

O pneu do seu carro furou, a serra elétrica quebrou, cortou o dedo, e ao final do dia o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.

Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.

Quando chegaram à sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.

Quando os dois homens estavam caminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou­-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-­se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

– Por que você tocou na planta antes de entrar em casa?

O carpinteiro respondeu:

– Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte; e você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.

E aí!

Você entendeu a moral da história? Deixe para nós a sua opinião sobre este texto nos comentários abaixo.

Autor desconhecido



2. A CARROÇA
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou­me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.

Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:

– Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:


 
– Estou ouvindo um barulho de carroça.

– Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!

Perguntei a ele:

– Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

– Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho.

Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Tornei­-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar ser o dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

– Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!

Autor desconhecido



3. A ROSA E O SAPO
Era uma vez uma rosa muito bonita, a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava.

Irritada com a descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora.

O sapo, humildemente, disse:

– Está bem, se é o que deseja.

Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê­la acabada, sem folhas nem pétalas.

Penalizado, disse:

– Que coisa horrível, o que aconteceu com você?

A rosa respondeu:

 
– As formigas começaram a me atacar dia após dia, e agora nunca voltarei a ser bela como era antes.

O sapo respondeu:

– Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a rosa mais bonita do jardim.

Muitas pessoas desvalorizam os outros por acharem que são superiores, mais bonitas ou mais ricas.

Deus não fez ninguém para “sobrar” neste mundo. Ninguém deve desvalorizar ninguém. Na escola da vida, todos têm algo a aprender ou a ensinar.

Autor desconhecido



4. A FOLHA AMASSADA
Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, reagia à menor provocação.

Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes, sentia­-me envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.

Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou­-me uma folha de papel lisa e me disse:

– Amasse-­a!

Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.

– Agora, deixe­-a como estava antes. Voltou a dizer-­me.

Óbvio que não pude deixá-­la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.

O professor me disse, então:

 
– O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.

Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro-­me daquele papel amassado.

Autor desconhecido



5. A TORRADA QUEIMADA
Quando eu ainda era um menino, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.

Naquela noite distante, minha mãe colocou um copo com leite e um prato com torradas bastante queimadas, para o meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe, e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada pedaço.

 
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por ter queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

– Amor, eu adoro torrada queimada.

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele realmente gostava de torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

– Filho, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor cozinheiro do mundo.

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, relevando as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

E essa lição serve para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos e amigos.”

Autor desconhecido



6. A MALA DE VIAGEM
Conta-­se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.

Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:

– Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?

– É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.

Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.

Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou:

– Diga­me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?

– Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.

Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-­o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma.

Por fim, tornou-­se um homem livre e caminhou como tal.

Qual era na verdade o problema dele?

A pedra e a abóbora?

Não!

Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou­-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas!

O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias?

– Pensamentos negativos.

– Culpar e acusar outras pessoas.

– Permitir que impressões tenebrosas descansem na mente.

– Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado.

– Auto­piedade.

– Acreditar que não existe saída.

Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia. Quanto mais cedo começarmos a descarregá-­la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente.

Autor desconhecido


domingo, 17 de janeiro de 2021

Indignado

Não me indigno, porque a indignação é para os fortes; não me resigno, porque a resignação é para os nobres; não me calo, porque o silêncio é para os grandes. E eu não sou forte, nem nobre, nem grande. Sofro e sonho. Queixo-me porque sou fraco e, porque sou artista, entretenho-me a tecer musicais as minhas queixas e a arranjar meus sonhos conforme me parece melhor a minha ideia de os achar belos.

Só lamento o não ser criança, para que pudesse crer nos meus sonhos." "Eu não sou pessimista, sou triste."

Fernando Pessoa

Antes de errar

Antes de errar com alguém,
certifique-se de que teus laços são fortes o suficiente
para que seja aceito um pedido de desculpas.

Antes de simplesmente sumir da vida de alguém,
certifique-se de que tua presença
tenha se tornado descartável e prescindível.

E antes de dizer adeus,
certifique-se de que não quererás voltar depois,
porque erros machucam,
a indiferença distancia as pessoas,
e há coisas que nunca mais voltam a ser
as mesmas de antes.

Augusto Branco

SONETO 18


Deverei comparar-te a um dia de verão?
Tu és a mais serena e a mais amável
Os fortes ventos de maio movimentam os brotos,
e o prazo do verão é sempre inconsolável
em um momento muito intenso, brilha o olho estelar,
e freqüentemente se ofusca a luz do seu semblante,
nefasto, o encanto da beleza irá renunciar, porventura ou pelo destino inconstante;
Mas teu verão é eterno e jamais morrerá, não há de perder o encanto que possui;
E pela sombra da morte não vagarás, pois em versos eternos tu e o tempo sois iguais.
Equanto o homem possa respirar ou os olhos possam ver, viva este canto dar-te a vida é o seu dever.

William Shakespeare

Alta Tensão




eu gosto dos venenos mais lentos
dos cafés mais amargos
das bebidas mais fortes
e tenho
apetites vorazes
uns rapazes
que vejo passar
eu sonho
os delírios mais soltos
e os gestos mais loucos
que há
e sinto
uns desejos vulgares
navegar por uns mares
de lá
você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.

Bruna Lombardi

Textos de reflexão



REFLEXÃO
3 Textos INTELIGENTES e impactantes que nos fazem pensar
12.04.2017Redação refletir
Espia esses 3 textos super bacanas , com narrativa inteligente, que nos fazem pensar.
1. Três Sapos
Se existem três sapos numa folha, e um deles decide pular da folha para a água, quantos sapos restam na folha?
Resposta certa: três sapos!

Porque o sapo apenas decidiu pular mas ele não fez isso.

Às vezes, a gente não se parece com o sapo?


 
Quando decidimos fazer isso, fazer aquilo e no final não fazemos nada?

Na vida temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis, outras difíceis.

Rir é correr o risco de parecer tolo.

Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento.

Expor as idéias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.

Amar é correr o risco de não ser amado.

Viver é correr o risco de morrer.

Ter esperança é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de falhar.

Os riscos precisam ser enfrentados porque o maior fracasso na vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada… Ela pode evitar o sofrimento e a dor mas não aprende, não sente, não muda, não cresce, não vive. É uma escrava que teme a liberdade.

Apenas quem arrisca é livre.

Autor Desconhecido

 

imagem da publicacao

2. DIGNIDADE
Uma manhã, quando nosso novo professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

— Como te chamas?

— Chamo-me Juan, senhor.

— Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! – gritou o desagradável professor.

Juan estava desconcertado.

Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estavam assustados e indignados, porém, ninguém falou nada.

— Agora sim! – e perguntou o professor – para que servem as leis?…

Seguíamos assustados, porém, pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:


 
— Para que haja uma ordem em nossa sociedade.

— Não! – respondia o professor.

— Para cumpri-las.

— Não!

— Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.

— Não!!

— Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

— Para que haja justiça – falou timidamente uma garota.

— Até que enfim! É isso… para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?

Todos começavam a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo:

— Para salvaguardar os direitos humanos…

— Bem, que mais? – perguntava o professor.

— Para diferençar o certo do errado…


 
— Para premiar a quem faz o bem…

— Ok, não está mal, porém… respondam a esta pergunta: agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?…

Todos ficaram calados, ninguém respondia.

— Quero uma resposta decidida e unânime!

— Não!! – respondemos todos a uma só voz.

— Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?

— Sim!!!


 
— E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?

— Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos! Não voltem a ficar calados, nunca mais!

— Vá buscar o Juan – disse, olhando-me fixamente.

Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.

Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferênça e o silêncio das pessoas boas.
Martin Luther King

Autor Desconhecido

imagem da publicacao

3. Simplifique
Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro: “Provem-me que esta cadeira não existe”.

Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto. No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e entrega-a ao professor. Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler: “Que cadeira?”

 
Conclusão: Não procure chifres em cabeça de cavalo ou pêlo em ovo. Opte pela simplificação.

Autor Desconhecido

Foto: Flower image created by Jcomp – Freepik.com

Gostou da seleção? Deixe um comentário abaixo! Sua opinião é muito importante para nós e possibilita a edição de assuntos voltados cada vez mais para os seus interesses.

Tags:
para pensar,textos reflexivos
Recomendamos para você
Clique para ver!
PARA REFLETIR
3 textos que vão MEXER com o seu coração

Clique para ver!
PARA REFLETIR
Parábolas INTELIGENTES e curtinhas

Comentários (10)
 Edna Baena18.08.17 às 8:35 pm
Uau! que demais… gostei!? que cadeira ? kkk cada um de nós tem que dar o nosso melhor, sem medo de errar, ser errar levanta e aprende!!

Responder
 Rafael Soares22.08.17 às 4:03 am
hahaha… muito bom os 3
li em ótima hora.

Responder
 Kamila de Souza24.08.17 às 11:51 am
adorei!!! traz mais por favor?

Responder
 FÁBIO MIGUEL GOMES24.10.17 às 6:33 pm
Ótimos textos! Parabéns pelas escolhas. Espero que continuem sempre com essa qualidade!

Responder
 Samuel03.03.18 às 4:25 pm
Parabéns pelos textos

Responder
 Rinaldo Allen Chaves15.03.18 às 12:17 pm
Excelente. Parabéns!

Responder
 Júlio César Carneiro de Oliveira17.03.18 às 12:14 am
Excelentes textos! Só resta dizer que continuem sempre expondo esses conteúdos que nos encoraja e nos passa conhecimentos… Meus parabéns pelos mesmos. Atenciosamente: Júlio César Carneiro de Oliveira.

Responder
 Ide do Carmo20.03.18 às 10:22 am
Talvez vocês não possam imaginar a magnitude do bem estar que os textos retros me proporcionaram neste momento de minha vida. Muito obrigado.

Responder
 Sueli15.09.18 às 12:00 pm
Ótimos textos! Precisamos de mais reflexões como estas. Parabéns!

Responder
 Rosita H S Pereira09.10.18 às 1:49 am
EU ADOREI, CONTINUE POSTANDO!

Responder
Nome (*)
Email (*)
Deixe seu recado :)
* Pergunta anti-Spam, por favor responda sim ou não: Azul é uma cor?
O seu email não será publicado. Campos com * são obrigatórios ;)


Mensagens do Bem
Que tal se inscrever na nossa news e receber mensagens transformadoras em primeira mão, no seu email?

Informe seu email aqui :)
Sigam-me os bons!
Facebook
Pinterest
Instagram
Sobre nós|
Contato|
Política de privacidade|
Termos de uso
© 2019 Refletir para Refletir.
Todos os direitos reservados.